A Associação dos Defensores Públicos de Pernambuco – ADEPEPE – em defesa dos seus associados, vem reiterar o apoio à política remuneratória instituída pela atual gestão da DPPE em face dos argumentos abaixo relacionados:
A Defensoria Pública do Estado que presta serviços relevantes para a população carente do nosso Estado, sendo a mais produtiva do país, segundo dados do IV Diagnóstico das Defensorias do Brasil realizado pelo Ministério da Justiça e bem ainda sendo reconhecida pela OEA – Organização dos Estados Americanos – referência para as demais Defensorias da América latina, mesmo recebendo o terceiro pior salário do Brasil e vem exercendo seus atos respeitando sempre a legalidade, a moral e os bons costumes, senão vejamos:
1- O auxílio alimentação criado na gestão anterior de Marta Freire seguiu os mesmos procedimentos do Ministério Público do Estado e demais órgãos autônomos, porém nenhum defensor recebeu valores com efeitos retroativos. Entrementes, o Governo do Estado repassa à DPPE dotação orçamentária específica para tal finalidade.
2- Os grupos de trabalho criado com base no art. 160, inciso XII do Estatuto do Servidor do Estado, que se aplica subsidiariamente à carreira da Defensoria Pública, diferentemente do alegado na matéria, possui respaldo legal, tanto é que já havia sido criada na gestão anterior da DPPE, sem quaisquer questionamentos. Inclusive o próprio TCE já adota essa sistemática.
3- As promoções e progressões dos membros da carreira são direitos assegurados em Lei, sendo efetivadas pelo critério da antiguidade pela própria DPPE, em razão de sua autonomia. Vale salientar que mais de 100 (cem) Defensores Públicos com mais de 30 (trinta) anos de serviço ainda não chegaram ao topo da carreira.
4- Quanto ao aumento salarial regulamentado pela Lei Complementar nº 265/2014, em seu art. 1º, parágrafo primeiro, de forma taxativa determina que a aplicação deve se dar de forma cumulativa.
Por fim, registro que nossa carreira é constituída por profissionais de caráter e comportamento ilibado, que no seu mister diário tem como finalidade principal construir uma sociedade mais justa e cumprindo seu papel constitucional com zelo, presteza e assiduidade.
A Diretoria da ADEPEPE
DEU NA FOLHA DE PERNAMBUCO

Presidente da Associação, Edmundo Siqueira Campos
A denúncia da Procuradoria-geral do Estado (PGE) solicitando ao Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE) investigações sobre a política remuneratória da Defensoria Pública de Pernambuco (DPPE) provocou reação da classe. O presidente da Associação dos Defensores Públicos do Estado, Edmundo Siqueira Campos, acusou o Governo do Estado de tentar interferir e extrapolar os limites da independência entre os órgãos, invadindo a autonomia da DPPE. A Procuradoria e a Defensoria Pública negaram mal-estar.
“É uma tentativa de interferir na autonomia da Defensoria. A procuradoria não tinha o direito de entrar com esse pedido. Eu vejo com estranhamento essa ação, pois parece preconceito contra o órgão que trabalha pelos mais pobres do nosso Estado”, criticou Siqueira. De acordo com o dirigente, os defensores ganham o terceiro salário mais baixo do País, possuem déficit de 220 defensores e sem estrutura nas suas 102 comarcas. A Procuradoria-geral do Estado declarou à Folha que o pedido foi feito após reuniões com representantes da DPPE e, portanto, não fere a autonomia do órgão. O defensor público do Estado, Manoel Jerônimo, declarou que não há conflito de interesses e que eles estão, inclusive, firmando uma parceria para atender usuários da DPPE.
TCE
A denúncia da PGE sobre as verbas salariais dos defensores foi distribuída para ao conselheiro Ranilson Ramos, que atuará como relator do caso. Foi solicitado um parecer do Ministério Público de Contas (MPCO). Um dos pontos que será apurado é a possibilidade da Defensoria estar utilizando o auxílio-alimentação como remuneração indireta, conforme apontou a PGE. Após ter um aumento de 73,22% entre 2014 e 2016, valor do benefício chegou a ser reduzido no ano passado, de R$ 1850 para R$ 1400, mas, mesmo assim, a quantia ainda é considerada alta.
Procurado pela Folha, o procurador-geral do MPCO, Cristiano Pimentel, afirmou que o processo ainda está em análise. “Essa questão do expressivo aumento do auxílio alimentação colocada pela PGE somente será analisada pelos auditores em momento posterior. Por enquanto, está sendo avaliado se o ofício será transformado ou não em um processo de auditoria especial”.